A Gol informou nesta sexta-feira (8) que está em tratativas com a Webjet, sem especificar qual seria o teor das negociações. Desde o início da tarde, rumores dão conta de que a empresa aérea, a segunda maior do país, estaria negociando a compra da concorrente.A Webjet é a quarta maior companhia aérea do país, com 5,16% do fluxo de passageiros em voos domésticos em maio, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil. A Gol, a segunda maior empresa brasileira, teve 35,39% da demanda doméstica em maio. Juntas, as duas empresas responderam por 40,55% do mercado brasileiro.
Console capaz de reproduzir games em três dimensões sem necessidade de óculos especiais sairá por 1.199 reais
Nintendo 3DS: portátil reproduz jogos 3D sem a necessidade de óculos especiais (Chris Weeks/Getty Images)
O Brasil entrou de vez nos planos das grandes produtoras de jogos eletrônicos e consoles. No próximo sábado, a japonesa Nintendo colocará nas lojas do país seu portátil 3Ds, capaz de reproduzir games em três dimensões sem a necessidade de óculos especiais. De acordo com a companhia, o dispositivo terá menus de navegação e manuais com textos em português.
O console, lançado em fevereiro de 2011, chega ao mercado nacional por 1.199 reais. O valor é bem superior ao de seu irmão mais velho, o Nintendo Wii, vendido por 799 reais em um pacote que inclui os títulos Wii Sports, Wii Sports Resort e Wii Motion Plus.
"O recurso 3D é apenas o começo. As possibilidades de entretenimento para o sistema continuam a evoluir", disse Bill van Zyll, diretor e gerente-geral da Nintendo na América Latina. Ele lembrou que a companhia pretende lançar por aqui títulos como Steel Diver, Pilotwings Resort, nintendogs + cats e o popular remake The Legend of Zelda: Ocarina of Time 3D junto com o 3Ds.
O pacote inclui o console e mais seis cartões de realidade aumentada, que permitem o uso da câmera do aparelho para oferecer novas opções de entretenimento. "Conforme a câmera externa do Nintendo 3DS aponta para o cartão, os usuários podem se surpreender ao ver imagens sobrepostas, tais como um dragão surgindo repentinamente da mesa", diz comunicado da companhia. A rede virtual Nintendo eShop também estará disponível aos brasileiros, que poderão fazer compras e pagar em reais por meio de um cartão de crédito.
Até o fim de março, cerca de 3,61 milhões de unidades do console já foram vendidas no mundo. O preço médio do dispositivo nos Estados Unidos é o equivalente a 400 reais.

A Peugeot vai lançar no fim do ano no Brasil o sedã 408 na versão Griffe com motor 1.6 THP de 163 cv e câmbio automático sequencial de seis velocidades, o mesmo conjunto que equipa o Peugeot 3008 por aqui. O modelo, que ainda não emplacou em vendas desde fevereiro, quando foi lançado, tem tudo para ganhar o coração dos amantes da velocidade nesta versão turbo. Se no 3008 o desempenho deste motor já é espetacular, ficamos a salivar com os pensamentos sobre o 408, que é 49 kg mais leve (tem 1.431 kg) e tem penetração aerodinâmica muito maior.
Filmes, livros e milhões de fãs mergulham na história do bruxo, criada por uma mãe solteira britânica completamente desconhecida. Hoje, autora é bilionária
A escritora britânica JK Rowling: de completa desconhecida a bilionária (Andy Rain/EFE)
Depois da relativa lentidão da primeira parte, que estreou em novembro do ano passado, o novo filme volta a apostar nos efeitos especiais
A estreia mundial do aguardado último capítulo das aventuras de Harry Potter no cinema acontece nesta quinta-feira, em Londres. O evento será a apoteose de uma saga de grande sucesso que durante quase quinze anos teve a admiração de milhões de fãs e permitiu um faturamento de bilhões de dólares.
Quando uma mãe solteira britânica totalmente desconhecida e que sobrevivia graças à ajuda do governo percorreu as editoras com um manuscrito sobre as peripécias de um jovem bruxo, muitas rejeitaram a ideia. Hoje, com certeza lamentam a decisão.
A publicação do primeiro livro de J.K. Rowling, Harry Potter e a Pedra Filosofal, em junho de 1997, provocou um fenômeno comercial. Desde então foram vendidos mais de 400 milhões de exemplares dos sete volumes da saga em 69 línguas, números superados apenas por livros como a Bíblia.
Recorde - No cinema, os sete capítulos da franquia que estrearam desde 2001, com produção do estúdio Warner Bros, arrecadaram 6,4 bilhões de dólares em todo o mundo, um recorde absoluto. "Está acima dos meus melhores sonhos", declarou David Heyman, produtor de todos os filmes, que se tornou fã do jovem bruxo ainda em 1997.
Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2, que estreia no próximo dia 15 de julho, é a conclusão da epopeia. Dirigido pelo britânico David Yates, o filme mostra a "batalha final", narrada nas 300 últimas páginas do sétimo e último livro, que foi dividido em dois para a telona.
Em 3D - Depois da relativa lentidão da primeira parte, que estreou em novembro do ano passado, os "Pottermaníacos" se reencontrarão com os efeitos especiais, e pela primeira vez em três dimensões. Harry, que se tornou um jovem adulto, enfrenta o Lorde Voldemort, o mal absoluto, em uma batalha memorável na escola de magia de Hogwarts.
Facebook reage ao Google+ e implanta videochat
Recurso surge integrado ao Skype e já está disponível para teste

Página ensina usuários a usar novo recurso de vídeos no Facebook (Reprodução)
O Facebook apresentou nesta quarta-feira o novo recurso que vinha sendo mantido em sigilo e fora descrito como "incrível" pelo fundador da rede, Mark Zuckerberg: videochats. Para tanto, a maior rede social do planeta disponibilizará aos mais de 750 milhões de usuários cadastrados uma integração com o Skype, o mais popular serviço de telefonia de internet e querecentemente foi vendido para a Microsoft.
O recurso da videochamada abre um novo capítulo na batalha virtual pela fidelidade dos usuários de redes sociais, sobretudo depois da chegada do rival Google+ . A funcionalidade apresentada é semelhante ao Hangout, um dos maiores atrativos apresentados pela gigante de buscas na semana passada. Mark Zuckerberg, no entanto, informou que o lançamento deve-se à quantidade de conteúdos produzidos na rede social – cerca de 4 bilhões de informações por dia.
As conversas por meio de vídeo serão gratuitas e poderão ser feitas até entre duas pessoas – o Hangout, do Google, concede acesso a dez pessoas simultaneamente. "As câmeras não serão acionadas até as duas pessoas aceitarem o início da conversa", garantiu Zuckerberg. Segundo o Facebook, a integração do recurso não está disponível, por enquanto, para celulares e tablets. A vídeochamada estará presente para todos os adeptos ao site nas próximas semanas, mas já é possível testá-lo no novo endereço de vídeochamadas do Facebook. Para testá-lo, o usuário deve acessar a página e aceitar a instalação de um plug-in do Skype. Uma vez instalado, o botão para videochat aparece junto à janela da conversa, na parte inferior à direita da página principal (imagem abaixo).
Tony Bates, presidente do Skype, garantiu que a parceria com a maior rede social do planeta não inviabiliza o futuro do serviço, vendido recentemente por 8,5 bilhões de dólares (13,6 bilhões de reais) para a Microsoft. “Não estamos preocupados se os usuários vão parar de usar o Skype em seus computadores para usar o sistema de vídeos do Facebook", avisou. Já Zuckerberg demonstrou confiança com mais uma nova parceria com a gigante de software. “Já temos um ótimo relacionamento com a empresa e agora que o Skype pertence a ela, temos uma sensação de estabilidade”, garantiu. Vale lembrar: em 2007, a Microsoft pagou 240 milhões de dólares (384 milhões de reais) por 1,6% do Facebook.
Além da vídeochamada, o Facebook revelou que a nova função bate-papo permitirá aos usuários conversarem com várias pessoas ao mesmo tempo. Segundo a empresa, cerca de 50% dos usuários do Facebook já utilizam o recurso de grupos. ''Com um clique, será possível adicionar pessoas desses grupos a uma janela de conversa'', disse o CEO. Para atender a demanda do público e permitir que os usuários usem mais o serviço, a seção de bate-papo será redesenhada.
Edição deve entrar para a história como a terceira que menos vendeu na história da publicação
Justin Bieber, na capa da Vanity Fair
Mas não é sempre que os números recordes se mantêm. A edição de fevereiro da revista americana Vanity Fair, que estampou o cantor na capa todo marcado por beijos, como se tivesse sido atacado por fãs, deve entrar para a história da publicação como uma das que menos vendeu. Ao todo, segundo a empresa Audit Bureau of Circulation, que mede a circulação de revistas nos EUA, a edição vendeu 246.000 exemplares.
Desde 1999, quando o ator Will Smith foi capa da mesma revista, a Vanity Fair não vendia tão pouco. Na ocasião, o montante chegou a 202.701 exemplares. Antes disso, em 1993, a revista que costuma ultrapassar a marca de 500.000 exemplares mensais nos Estados Unidos, amargou um recorde negativo de 243.000 cópias da edição em que o ator Harrison Ford foi capa.
Em um comunicado bem humorado, um representante da revista declarou: “Devíamos imaginar que crianças de 12 anos não compram revistas”, justificando o fracasso da edição. Os números negativos das vendas revistas em que o cantor foi capa este ano não se resumem à Vanity Fair. Desde abril, quando foi capa da Teen Vogue e da WWD, edições também americanas, o ator puxou para baixo em média 12% das vendas das edições


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| Foto tirada no Galxy S II |





Acabou o mistério. Esta é a primeira foto do Peugeot 208, que será lançado no Salão de Genebra, em março de 2012. O modelo que até então vinha sendo mantido em total segredo foi clicado por uma revista francesa. Não foram obtidas imagens da traseira ou do interior, mas a frente mostra que o modelo tem foco total na modernidade.
Esta nova geração será feira no Brasil também, em Porto Real, interior do estado do Rio de Janeiro, já no fim de 2012, ao mesmo tempo que no Velho Continente. A estratégia equivocada com o 207 (que na verdade é um 206 levemente modificado) fez a Peugeot perder vendas no segmento e agora a marca francesa virá com força total. Aqui, o 208 usará a mesma plataforma do Citroen C3 Picasso e será 6 cm maior que o 207. Na volta, Wanderlei Silva perde em menos de 30 segundos
Lesões deixaram o brasileiro mais de 15 meses longe do octógono. Americano Chris Leben o derrotou. Dominick Cruz venceu a luta principal em Las Vegas
Retorno decepcionante: Wanderlei perdeu para Leben (Divulgação)
Especialistas especulavam que Tito Ortiz encerraria a carreira se perdesse de novo. Ele finalizou Ryan Bader já no primeiro round
O brasileiro Wanderlei Silva foi nocauteado pelo americano Chris Leben em menos de 30 segundos na madrugada deste domingo, no UFC 132, em Las Vegas. Após mais de quinze meses lesionado, com problemas no joelho e costela, Silva fazia sua reestreia no principal evento de artes marciais mistas do mundo. Na principal luta da noite, Dominick Cruz, dos Estados Unidos, garantiu o cinturão ao vencer seu compatriota Urijah Faber, único a derrotar o atual campeão da categoria peso-galo. Em outra luta muito aguardada pelos fãs de MMA, o ex-campeão Tito Ortiz venceu o americano Ryan Bader.
ara alcançar patamar mínimo estipulado pela Emenda 29, governadores inflaram dados e deixaram de investir 13,4 bilhões de reais em cinco anos
José Márcio Camargo, economista: "O Brasil é um país que gasta pouco com saúde. Mais dinheiro não vai resolver o problema, pois existe uma enorme ineficiência na utilização da verba que vai para a saúde"
A criatividade dos governos estaduais na hora de declarar os gastos com saúde não tem limites. Para atingir o valor que, por lei, eles devem investir em ações e serviços públicos da área, vale tudo - despesas com pensões, assistência social, fundos habitacionais, reforma agrária e até compra de leite. Inflados, os gastos garantem que os estados cumpram as regras definidas em 2000 pela Emenda 29, que estipula a destinação de, no mínimo, 12% de suas receitas à saúde.
Em cinco anos, no período de 2004 a 2008, vinte estados camuflaram um montante de 13,4 bilhões de reais em investimentos em saúde. O período Minas Gerais lidera o ranking: declarou 4,6 bilhões de reais a mais do que efetivamente gastou na área. Avaliação feita pelo Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (SIOPS), órgão do Ministério da Saúde, encontrou entre as despesas gastos com a Polícia Militar, com o Corpo de Bombeiros e até com o Fundo de Apoio Habitacional da Assembléia Legislativa. Os dados coletados entre 2004 e 2008 são os mais recentes analisados pelo Ministério da Saúde.
Em nota, o governo de Minas Gerais afirmou ao site de VEJA que "cumpre regularmente suas despesas com a saúde, obedecendo aos critérios definidos pela Instrução Normativa 19/2008 do Tribunal de Contas do Estado (TCE)". Logo atrás de Minas vem o Rio Grande do Sul que, em cinco anos, colocou 2,9 bilhões na conta da saúde indevidamente. Procurado, o governo do estado alegou que os baixos repasses para a saúde são herança de governos anteriores e afirmou que vai aumentar gradativamente os repasses na área para alcançar o patamar exigido por lei.
Acesso universal - A avaliação do Ministério da Saúde se baseia em uma resolução do Conselho Nacional de Saúde (CNS) que, em 2003, determinou o que são gastos na área. O entendimento beira o óbvio. São despesas em saúde aquelas destinadas às ações e serviços de acesso universal, igualitário e gratuito. Ou seja, investimentos ligados a servidores públicos ou policiais, por exemplo, não compõem o patamar mínimo. Aposentadorias e pensões, frequentemente incluídas pelos estados no orçamento da saúde, também ficam de fora.
Só em 2008 foram declarados pelos estados como investimentos na área cerca de 30 bilhões de reais. Deste valor, 7% não eram despesas com saúde de acordo com o Siops. "O Brasil é um país que gasta pouco com saúde. Mais dinheiro não vai resolver o problema, pois existe uma enorme ineficiência na utilização da verba que vai para a saúde", avalia o economista José Márcio Camargo, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). "O sistema deveria ser alterado para melhorar a utilização da verba".
O problema é que, por enquanto, os estados estão livres para interpretar o que são gastos na saúde. A discussão sobre a regulamentação da Emenda 29 se arrasta há onze anos. Só com a aprovação da proposta que está na Câmara dos Deputados é que a resolução do CNS passa a ter valor de lei, tornando os governos alvo de investigações caso sejam constatadas irregularidades na declaração.
Longe do mínimo – As consequências das irregularidades não são pequenas. O orçamento inflado fez com que, entre 2004 a 2008, dezessete estados não cumprissem o patamar mínimo de 12% destinado à saúde. Se descontados os gastos não considerados pelo Conselho Nacional de Saúde, apenas os estados da região Norte, São Paulo, Distrito Federal e Rio Grande do Norte atingiram a parcela estipulada por lei.
Rio Grande do Sul e Minas Gerais figuram mais uma vez entre as maiores defasagens, em primeiro e segundo lugar, respectivamente. O estado do Sul destinou apenas 4,5% do orçamento do período para ações e serviços de acesso universal, igualitário e gratuito, segundo a análise do Ministério da Saúde. Já o governo mineiro gastou 7,5% da receita total do estado nestes cinco anos com a saúde.
Nos primeiros quatro anos em que a emenda esteve em vigor, de 2000 a 2003, o prejuízo à saúde também foi grande. Neste período, 5,3 bilhões deixaram de ser investidos pelos estados, que tiveram até 2004 para se adaptar e alcançar, progressivamente, a parcela de 12% do orçamento. Só Minas Gerais, que foi um dos governos que atingiram essa porcentagem mais lentamente, deixou de investir 1 bilhão de reais.
Jogo político – O impasse conduzido desde 2000 não tem garantias de acabar tão cedo. A votação da regulamentação da Emenda 29 virou moeda de troca entre o Palácio do Planalto e os parlamentares no embate sobre a prorrogação do prazo para liberar emendas de orçamentos anteriores para os estados – os chamados "restos a pagar". O Legislativo ameaçou colocar o projeto em pauta se não tivesse o pleito atendido. Na queda de braço, os deputados levaram a melhor. O governo federal cedeu à pressão e recuou, prorrogando por noventa dias o prazo para liberar as emendas.
Além de definir o que são considerados gastos em saúde, a Emenda 29 prevê a criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS) – nos moldes da antiga CPMF. Mas a repercussão negativa da opinião pública em torno de um novo imposto retirou o assunto de pauta e um acordo de líderes fechado há duas semanas definiu que a criação do tributo não será aprovada.
A opinião dos deputados está alinhada com o desejo dos governos estaduais. Dos 27 governadores procurados pelo site de VEJA, catorze declararam ser a favor da regulamentação da emenda. Seis deles colocaram como condição a retirada do novo imposto do texto do projeto. Apenas o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, defendeu a criação da CCS.
Nem o líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (SP), nem o líder tucano na Casa, Duarte Nogueira, veem chances de aprovação de uma nova CPMF. O receio do Planalto é um só: o de que o texto da Emenda 29 seja alterado no Senado e que, no fim das contas, a proposta crie gastos para a União sem contrapartida financeira. "Isso só vai ser votado com a aprovação do destaque que retira do texto a criação da CSS. O novo imposto do cheque não será criado", afirmou Duarte Nogueira.
É esperar para ver. Se regulamentada, a Emenda 29 vai aumentar a pressão dos estados sobre o Executivo. Eles certamente vão cobrar de Dilma Rousseff mais repasses de verbas do Executivo para compensar os gastos a mais com saúde. Novo impasse à vista.
Brasil x Argentina: Copa América 2011 tem arquirrivais na panela de pressão (e adversários fortes também no páreo)
Saiba por que as seleções de Neymar e Messi têm tudo para travar uma batalha espetacular no principal torneio do continente - em uma edição muito especial

Estádio Padre Ernesto Martearena em Salta. Equador, Venezuela e Paraguai, todos do Grupo B, jogarão no estádio - Lucas Alascio/EFE
Num passado não tão distante, era uma competição com poucos atrativos e muitos problemas. As seleções mais tradicionais do continente chegaram a disputar algumas edições sem seus principais jogadores. Não era para menos: as partidas eram disputadas em estádios acanhados, com gramados esburacados e estrutura precária. Os times participantes também não ajudavam muito - em baixa, até as seleções favoritas ao título pouco lembravam os grandes esquadrões do passado. Não desta vez. Uma conjunção de fatores positivos transformou esse quadro em 2011 (confira no quadro abaixo). E a Copa América que começou na noite de sexta-feira, na Argentina, tem tudo para ficar na memória dos torcedores como um dos melhores torneios da história recente do futebol mundial. Com grande equilíbrio entre suas principais forças, a disputa tem início com apenas uma certeza: pelo menos um dos gigantes da América do Sul sairá cambaleante da briga. Brasil e Argentina encaram uma intensa pressão para levar a taça na aguardada decisão, marcada para o dia 24 de julho, em Buenos Aires.
Os argentinos já sentiram esse nervosismo logo na estreia - jogando mal, só empataram com a frágil Bolívia, por 1 a 1. No caso dos brasileiros, a cobrança é mais amena. Atual bicampeã da Copa América, a seleção pentacampeã do mundo chegou ao país vizinho com um retrospecto invejável na última década da competição. As duas conquistas, em 2004 e 2007, foram justamente sobre a arquirrival Argentina. Se na Copa América o Brasil anda fazendo sucesso, na Copa do Mundo a situação é muito mais incômoda. As duas eliminações nas quartas de final, em 2006 e 2010, deixaram a torcida pouco confiante na equipe mais vencedora do futebol internacional. Para complicar, a nova fase da seleção, sob o comando de Mano Menezes, ainda não empolga, mesmo com a presença de jogadores que cativam a torcida, como Neymar, Ganso e Pato. Será a primeira competição oficial de Mano e o primeiro grande desafio dessa geração encarregada de disputar a Copa de 2014 em casa, . quase com a obrigação de levantar o hexa Vida fácil, portanto, o Brasil não terá. Não só porque tem o peso da responsabilidade nas costas, mas também porque terá obstáculos monumentais.
Não perca
A seguir, os melhores jogos da fase inicial:
- • Argentina x Colômbia, 6/7, 21h45
- • Brasil x Paraguai, 9/7, 16h
- • Uruguai x Chile, 8/7, 19h15
Título ou tragédia - O maior desses obstáculos tem só 1,69 metro, mas tornou-se um verdadeiro colosso nas últimas três temporadas. O argentino Lionel Messi, incontestável detentor do título de melhor jogador do planeta, comanda uma seleção com muitas coisas a provar nesta Copa América. O próprio Messi retorna à sua terra natal com um abacaxi a descascar: estará sob todos os holofotes e na mira de todos os zagueiros, mas ainda assim terá de brilhar, desequilibrar os jogos, marcar gols de placa e levar o time ao topo do pódio - encerrando, finalmente, a fama de jogador de clube, que não consegue brilhar com a camisa de sua seleção, e de craque "estrangeiro", que tem não desperta nos torcedores as mesmas paixões que outros ídolos
, como Di Stéfano, Kempes e Maradona. Um fardo nada modesto para o atacante de 67 quilos carregar. Mas o mundo se acostumou a ver Messi driblar qualquer barreira desde que ele despontou no Barcelona. Ele não está sozinho nessa encrenca: todo o time carrega a incômoda certeza de que qualquer resultado que não seja o título será uma tragédia, algo que abalaria de vez a confiança do torcedor argentino no futebol de sua seleção.
Confira a tabela completa
| Campeão | Vice | |
| 2007, Venezuela | Brasil | Argentina |
| 2004, Peru | Brasil | Argentina |
| 2001, Colômbia | Colômbia | México |
| 1999, Paraguai | Brasil | Uruguai |
| 1997, Bolívia | Brasil | Bolívia |
| 1995, Uruguai | Uruguai | Brasil |
| 1993, Equador | Argentina | México |
Os argentinos montaram grandes equipes nos últimos anos, mas as gerações recentes carregam a fama de decepcionar nas horas decisivas. Por causa disso, vivem uma vexatória seca de títulos, que já se estende desde 1993. A última conquista argentina com sua seleção principal foi justamente uma Copa América, em 1993 - um jejum de dezoito anos, portanto. Nesse período, os alvicelestes viram a seleção brasileira ganhar duas Copas do Mundo e três Copas das Confederações - sem contar quatro edições da própria Copa América. Jogarão este torneio com toda a torcida a seu favor, mas o público pode passar a ser um elemento negativo se as coisas não forem bem. São os favoritos, mas sabem que podem tropeçar a qualquer momento - e que esse tombo será dolorido demais. Para tornar as coisas ainda mais difíceis para brasileiros e argentinos, há outra novidade nesta edição em relação aos últimos torneios. Desta vez, pelo menos duas equipes aparecem como ameaças reais à hegemonia da dupla: o Paraguai, com um time eficiente e perigoso, e principalmente o Uruguai, quarto lugar na última Copa, com o melhor jogador do Mundial, Forlán. Como se vê, serão três semanas de emoções de tirar o fôlego nos campos sul-americanos.
Clima quente
Brasil e Argentina entram na disputa cercados de muita cobrança. Não será, portanto, uma competição secundária, que tanto faz ganhar ou perder. Longe disso: se não levantar a taça em casa, a seleção anfitriã pode mergulhar numa crise aguda. E o Brasil de Mano tem de começar a mostrar serviço.
A "rainha dos baixinhos" sobrou entre os grandinhos
Neste sábado, Xuxa completa 25 anos de Rede Globo como uma apresentadora infantil deslocada entre adultos. A última tentativa de estabelecer contato aqueles que foram seus fãs, no Twitter, revelou-se um fiasco
Durante gravação do programa em comemoração aos 25 anos da Xuxa na Rede Globo, a apresentadora se emocionou com o casal Márcio e Roberta que se conheceram no programa da Xuxa, 2011 - Estevam Avellar/TV Globo
À medida que os “baixinhos” cresceram, Xuxa envelheceu e o acesso a novas formas de entretenimento aumentou, a relação entre a estrela e seu público foi se esgarçando
Neste sábado, quando se comemoram os 25 anos de Xuxa Meneghel na TV Globo, é improvável que o tv xuxa, e seu programa atulhado de cantores e celebridades da casa, com depoimentos laudatórios, risadas estridentes e gincanas de auditório requentadas, consiga esconder o óbvio. A apresentadora infantil que criou escola nos anos 1980 - aliás, para o azar de toda uma geração - se transformou em um espectro na televisão brasileira.
A decadência, como não podia deixar de ser, tem tons trágicos. Em meados dos anos 1980, quando se iniciou a transformação de Xuxa em âncora de programas infantis, definindo o formato e moldando a sua imagem ao gênero que escolhera, a seara infantil estava estagnada. É fato que a adequação da ex-modelo e atriz de Amor, Estranho Amor (Walter Hugo Khouri, 1982) à imagem de tutora das crianças se deu na medida do possível, haja vista as roupas sensuais que usava e difundia. Mas o mercado estava parado e o caminho, portanto, aberto para a loira esbelta e saltitante, metida em um par de botas longas, com voz infantilizada e apelo sexual. Com carisma e trejeitos ensaiados, Xuxa fez escola e se tornou ícone de uma época da programação infantojuvenil.
É possível dizer que em seus primeiros tempos de Globo a apresentadora, oriunda da TV Manchete, onde começou carreira em 1983 sob a direção de Mauricio Sherman, atuava em um esquema de multiplataforma. Sua própria imagem, os assistentes de palco (paquitas e paquitos), o léxico cuidadosamente escolhido, as músicas criadas, as roupas e os filmes compunham juntos um perfeito produto de cultura pop, autorreferente e pronto para ser consumido. Assim era o Show da Xuxa, futurista e encantado.
O encanto se manteve até meados dos anos 1990, manejado com mão de ferro pela produtora Marlene Mattos. Mas, à medida que os “baixinhos” cresceram, Xuxa envelheceu e o acesso a novas formas de entretenimento aumentou, a relação entre a estrela e seu público foi se esgarçando.
Quando em 1998 o parto de sua filha única, Sasha, ocupou intermináveis 10 minutos em um jornal da emissora, ficou evidente que algo desafinava. O ícone expôs uma face de excesso e, porque não, bizarrice.Daí em diante, superprotegida, reclusa em uma mansão que pouco deve a Neverland, o esquisito rancho do cantor Michael Jackson, Xuxa sedimentou a imagem da tia deslocada e meio estranha. As botas e as bermudas diminutas deram lugar a um guarda-roupa predominantemente branco, com peças que mais lembram as de um clérigo. Na grade da Globo, ela patinou de sábado a domingo em programas como Xuxa Park e Planeta Xuxa, todos encerrados como fiascos de audiência.
As vendas e a bilheteria de milhões de produtos como o LP Xou da Xuxa Vol. 3, lançado em 1988 (5 milhões de cópias vendidas), e Lua de Cristal, filme de 1990 (5 milhões de espectadores), murcharam para centenas de milhares. Nada desprezível para a realidade atual, principalmente no mercado de música. Todavia, sintoma de um raio de atuação cada vez menor: crianças de no máximo 6 anos de idade, ainda aprendendo a cantar e falar, que se divertem com a série Xuxa Só Para Baixinhos, sem grandes elaborações intelectuais. Foi o que restou.
A apresentadora ainda tentou reaver contato com a geração que viu crescer, utilizando uma ferramenta típica do tempo que não conseguiu acompanhar. Mas trocou os pés pelas mãos. No Twitter, em 2009, ela teve de lidar com algo que, ao que parece, não esperava que existisse: críticos. Vítima de piadas cruéis na internet, que envolviam a ela e à filha, Xuxa abandonou o microblog cheia de mágoa."Fui, vcs não merecem falar comigo nem com meu anjo", sentenciou, apartando-se de vez da geração que praticamente criou pela TV.
A reação foi uma versão mais crua de como é tratada na própria emissora. Com o atual TV Xuxa, a apresentadora nunca chegou a dez pontos de audiência. Não à toa, nos últimos cinco anos, teve de ceder seu horário para a transmissão de jogos e corridas esportivas. É uma sorte que a data escolhida para comemorar a efeméride de 25 anos na Globo não coincida com algo do tipo.
















